quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Noite Estranha

Chuva forte lacera o rosto
Olhos sem alma, sem cor...
E calma,

Dedos serrados castigam as palmas
Cortam sedando a dor de minh'alma

Fica latente
Então verte nervoso -mas-
Some na chuva que escorre
no rosto,

Some nos dentes que crescem na cara
Some no golpe que o punho dispara
Some por tinta que fica na folha.

Ódio triste
Rancor lamentado
Fica, implica, castiga e multiplica
Mais esta noite estranha sem você ao meu lado.

Lucas Almeida, em 6 de maio de 2008.

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