Certa certeza
Pensa tanto e tão pouco
Enxerga tudo –o que lhe convém-
O grande pensador que não pensa mais nada
Já sabe tudo o que quer saber
E pra convicção não desaparecer
Pensa calado no que já pensou,
Trancado num quarto de espelhos
Temendo o fim do reflexo
“A humanidade é um vírus” dizia,
Com os olhos fundos, rígidos, uma represa,
Ele se consome.
Num espasmo de fúria
Faz tudo em pedaços
E se junta aos cacos
O grande apogeu que se tornou queda
Morte ao pensador que não pensa,
Porque se não for ele,
Vamos nós!
Lucas Almeida, em 20 de Outubro de 2006.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
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